CakePHP - Herança de Helper

June 2nd, 2008

Ultimamente tenho utilizado o Framework CakePHP, e uma dúvida que me surgiu esses dias foi como um Helper herdar de outro helper. Por exemplo, criei um helper MyTimeHelper que herda do TimeHelper, e adicionei um método que sobrescreve o format. Entretanto, me ocorria um problema que o script não conseguia encontrar o TimeHelper, por ele não ter sido invocado pelo core do cake. Então eu adicionei a linha App::import(’Helper’,'Time’); no início da definição do MyTimeHelper e o problema foi resolvido. Então o codigo fica assim:

App::import(’Helper’, ‘Time’);

class MyTimeHelper extends TimeHelper {

}

Evitando múltiplos posts com session

March 10th, 2008

Muitos desenvolvedores já se depararam com a situação de que usuários impacientes enviam formulários dezenas de vezes, e isso realmente incomoda, pois aparecem vários registros idênticos.

Uma forma de solucionar tal problema seria usando session. No momento do envio, salva algo que identifique(que chamarei de identidade) o formulário na SESSION, e sempre que for enviar algo, verifica se a identidade da session bate com a do fomulário enviado, se bater, o sistema impede que o formulário seja enviado novamente.

No caso de formulários de e-mail, eu particularmente uso como identidade a mensagem do e-mail criptografada por md5, visto que reduz significativamente o tamanho do que será guardado na session.

Bom, vamos aos códigos:


session_start();

$md5Mensagem = md5($_POST['mensagem']);
if(isset($_SESSION['md5Mensagem'] && $md5Mensagem == $_SESSION['md5Mensagem']){
     echo 'Esta mensagem já foi enviada';
} else {
     if(ENVIA_MENSAGEM){
          $_SESSION['md5Mensagem'] = $md5Mensagem;
          echo 'Mensagem enviada com sucesso';
     } else echo 'Mensagem não foi enviada';
}

O código acima está bem simplificado, eu encapsulei o processo de enviar a mensagem (função mail, gravar no banco, ou qualquer outro método) por fugir do escopo deste post.

O código verifica se existe algum md5Mensagem na session, e se ele é igual ao md5 da mensagem enviada, se sim, ele informa que a mensagem já foi enviada, se não, o sistema tenta fazer o envio, se der certo ele salva o md5 na session, se não, ele apenas informa que não deu certo.

Bom, é isso, qualquer dúvida, postem comentários que responderemos.

Mensagens de Erro com Session em PHP (serialize)

February 11th, 2008

Pra quem pensa que a variável global SESSION é apenas para autenticação de usuários, aqui vai mais uma. O objetivo principal da SESSION, assim como dos COOKIES é enviar variáveis calculadas em uma página para outra página.

Irei apresentar aqui um sistema simples de mensagens de erro e confirmação com o uso da SESSION.

Primeiramente vou apresentar uma classe que eu usei para armazenar as mensagens:


<?
class Mensagem {
    public static $ERRO=1,$SUCESSO=2;

    private $mensagem;
    private $tipo;

    public function __construct($mensagem,$tipo){
        $this->mensagem = $mensagem;
        $this->tipo = $tipo;
    }

    public function getMensagem(){
        return $this->mensagem;
    }

    public function getTipo(){
        return $this->tipo;
    }

    public static function tipoToString($tipo){
        if($tipo == 1) return 'erro';
        else if($tipo == 2) return 'sucesso';
    }
}
?>

Pra quem já mexe com orientação a objetos, a classe acima é simples. Uma classe com 2 variáveis estáticas($ERRO e $SUCESSO) que seriam os tipos de mensagens, uso isso mais para definir o CSS que irá acompanhar a mensagem. Tem duas variáveis, uma para a mensagem em si, e outra para o tipo da mensagem, um construtor que define as variáveis, e funções para obter os valores das variáveis.

O uso é simples, vamos ver um caso abaixo:

Temos a página de formulário simplificada (form.php) da seguinte forma:


<?
if(isset($_SESSION['mensagens'])){
    $mensagens = unserialize($_SESSION['mensagens']);
    unset($_SESSION['mensagens']);
} else {
    $mensagens = array();
}

if(isset($_SESSION['pessoa'])){
    $pessoa = unserialize($_SESSION['pessoa']);
    unset($_SESSION['pessoa'];
} else {
    $pessoa = new Pessoa();
}

?>

<ul class="mensagens">
    <?= foreach($mensagens as $mensagem): ?>
    <li><p class="<?=Mensagem::tipoToString($mensagem->getTipo())?>"><?=$mensagem->getMensagem()?></p>  </li>
    <? endforeach; ?>
</ul>
<form action="insert.php" method="post">
    <input name="nome" value="<?=$pessoa->getNome()?>" type="text" />
    <input name="idade" value="<?=$pessoa->getIdade()?>" type="text" />
    <input type="submit" />
</form>

No código acima, criamos um formulário solicitando nome e idade. As primeiras linhas são código PHP, atente para a função unserialize, ela desserializa os dados que vieram da SESSION, visto que a mesma não suporta objetos nem arrays. Pegamos da SESSION as mensagens, e apagamos da SESSION para que a mensagem só apareça uma vez. Fazemos o mesmo com um objeto do tipo pessoa, o qual armazena os dados que já foram enviados previamente, evitando que o usuário preencha o formulário novamente.

Abaixo vem uma lista, com todas as mensagens que estavam na SESSION. Atente para a função tipoToString, da classe mensagem, que eu criei apenas para definir o atributo class do parágrafo da mensagem.

Em seguida vem o formulário pegando todos os values do objeto pessoa que estava na SESSION.

Abixo teremos o script que irá processar este formulário (submit.php):


<?

$nome = $_POST['nome'];
$idade = $_POST['idade'];

$pessoa = new Pessoa();

if(!$nome) $mensagens[] = new Mensagem("O nome não foi informado",Mensagem::$ERRO);
else $pessoa->setNome($nome);

if(!is_numeric($idade)) $mensagens[] = new Mensagem("A idade deve ser um número!",Mensagem::$ERRO);
else $pessoa->setIdade($idade);

if(count($mensagens)){
    $_SESSION['mensagens'] = serialize($mensagens);
    $_SESSION['pessoa'] = serialize($pessoa);
    header("Location: form.php");
}

if(cadastra no banco){
    $mensagens[] = new Mensagem("Pessoa cadastrada com sucesso!",Mensagem::$SUCESSO);
} else {
    $mensagens[] = new Mensagem("Ocorreu um erro durante o cadastramento da pessoa!",Mensagem::$ERRO);
}

header("Location: form.php");

?>

No código acima, pegamos os dados do formulário através do POST e verificamos se os dados validam de acordo com algumas regras, caso contrário colocamos, em um array de mensagens, uma mensagem de erro. Depois de feita a validação, verificamos se existem mensagens de erro, caso positivo, serializamos as mensagens e a pessoa que possui algum dados já cadastrados e colocamos na SESSION, fazendo o redirecionamento para o formulário, de forma que o usuário possa retificar seus erros.

Caso tudo ocorra dentro do normal, armazenamos uma mensagem de sucesso na SESSION, e redirecionamos para o formulário, para que o usuário efetue novo cadastro. Poderia redirecionar para a lista de cadastrados, ou qualquer outro lugar, contanto que o script tenha os códigos que lessem a mensagem de sucesso, mas para simplificar o meu post, eu criei apenas duas páginas.

Espero que isso ajude, e qualquer dúvida, comenta.

Melhorando o tempo de carregamento de um site

December 21st, 2007

Não sei se o leitor conhece um add-on (ou plugin) do Firefox chamado Firebug. Essa ferramenta é de fundamental importância para o desenvolvimento de sites usando CSS e Javascript, não vou entrar em detalhes. Onde quero chegar é que o Firebug possui um add-on ( isso mesmo um add-on de um add-on ) chamado YSlow, ele ajuda bastante o desenvolvedor a achar onde o site está lento. Ele se baseia em 14 regras, por ordem de importância, para dar notas ao site. Dependendo de como ele estiver em cada uma das regras ele receberá a respectiva nota para a regra. Falarei sobre algumas das regras que esse programa apresenta e como obter uma melhor nota em cada uma delas.

Regra número 1: Fazer o minimo de requisições HTTP possível

Como eu falei acima as regras estão em ordem de importância, ou seja essa é a principal delas. Para diminuir as requisições HTTP do seu site o que pode ser feito é diminuir o número de arquivos externos, como por exemplo, arquivos Javascript, CSS, imagens, etc. No caso o ideal seria que o site tivesse no máximo um arquivo CSS e um Javascript. Já no caso das imagens o que pode ser feito é salvar várias imagens em apenas uma e usando a propriedade background-position do CSS você acessaria cada uma dessas imagens.

exemplo

Regra número 2: Usar mais de um sub-domínio

Você pode criar subdomínios e colocar os arquivos externos de seu site neles. Por exemplo se você tem o domínio meiocodigo.com você pode colocar seus arquivos CSS e javascript num subdomínio a.meiocodigo.com e botar arquivos flash, flv e vídeos por exemplo num subdomínio b.meiocodigo.com. Isso melhora a velocidade do site por que ao fazer isso você acessa mais de um servidor de uma vez, e dessa forma eles têm como enviar seus pedidos mais rapidamente. Para entrar em mais detalhes sobre os benefícios visite este site.

Regra número 3: Adicionar data de expiração no cabeçalho

A data de expiração que pode vir no cabeçalho de arquivos HTTP serve para informar ao browser a data em que ele deve ser desprezado, ou seja se colocarmos uma data futura no cabeçalho o browser será capaz de armazenar em cache o arquivo até a data que você determinar. Existem várias formas de fazer isso. Uma delas é adicionando a meta tag abaixo dentro da tag head de uma página de seu site:

<meta http-equiv=“expires” content=“Tue, 18 Dec 2007 02:18:46 GMT” />

Uma outra que eu particularmente prefiro e acho mais robusta, apesar de que somente serve para servidores Apache ( mas deve ter formas semelhantes para outros servidores ) é acrescentar a seguinte regra ao seu httpd.conf ou .htaccess:

<FilesMatch ".(jpg|jpeg|png|gif)$">
Header set Expires "Tue, 18 Dec 2007 02:18:46 GMT”
</FilesMatch>

Dessa forma eu estou dizendo que apenas os arquivos de imagem do meu site terão data de expiração futura. Você pode usar essa forma para adicionar datas de expiração diferentes para diferentes grupos de arquivos. Por exemplo não é muito interessante colocar uma data muito futura no caso de arquivos .html ou .php, que são arquivos que estão em constante atualização.

mais sobre cache

Regra número 4: Compactar arquivos externos com GZip

Essa é uma das principais regras para quem costuma usar bibliotecas javascript (JQuery, Mootools, etc) com frequência, mas também pode ser usado com qualquer arquivo. A motivo de informação sobre os benefícios da compactação GZip darei um exemplo de uma usando a biblioteca JQuery que tem em torno de 77kb em sua forma normal. Se for usado o compactador de javascript do Yahoo! ele passa a ter em torno de 46kb, e se for usada a compactação GZip em cima desse arquivo a biblioteca fica com incríveis 15kb! É um ganho de 513,33%!

Para compactar seus arquivos usando GZip deve-se ter o mod_deflate instalado no Apache ( a maioria dos hosts possui ) e pode-se usar a seguinte regra em seu httpd.conf ou .htaccess:

<IfModule mod_deflate.c>
AddOutputFilterByType DEFLATE application/x-javascript text/css text/javascript
</IfModule>

Neste caso estou compactando apenas os arquivos Javascript e CSS, mas claro que pode-se adicionar outros tipos de arquivos. Para mais tipos de arquivos você pode olhar o arquivo mime.type que se encontra na pasta raiz do Apache.

Regra número 5: Colocar arquivos CSS no cabeçalho do arquivo

Foi constatado que as páginas de um site carregam com maior velocidade se os estilos forem colocados na tag head dos arquivos. Isso acontece por que a renderização da página é feita progressivamente, ao contrário do que acontece quando você coloca CSS no final de um arquivo. Um outro fator é o visual, quando um usuário abre uma página e ela vai “visualmente abrindo” ele sabe que a página está chegando em seu browser e ele vai esperar calmamente (até um certo limite, é claro), mas se você colocar o CSS na parte de baixo do site ele será a última coisa a ser lida pelo browser e o usuário terá a sensação que o site não está carregando até que seja finalmente lido o CSS e ele veja o site completo. Além de que existem bugs de renderização no IE, quando se coloca CSS na parte de baixo do site ( em cima ou em baixo, sempre existirão bugs de renderização no IE :S ).

Regra número 6: Colocar scripts no final do arquivo

Os browsers lêem o código fonte dos sites de cima para baixo, e quando lê uma inclusão de um arquivo Javascript, por exemplo, ele tem que baixar todo o arquivo, ler seu conteúdo e interpretar o código, para somente depois continuar com a leitura do resto do site. Por isso quando existem arquivos muito pesados na parte de cima de um site o usuário pode ficar um tempo considerável sem ter nenhuma resposta visual do site, por que o browser está lendo e interpretando linhas de script. Por isso, deve-se evitar ao máximo colocar scripts na parte de cima dos sites. Uma das soluções é incluir um arquivo, usando qualquer linguagem server-side, somente com scripts no final da página, antes do fim da tag body.

Regra número 7: Evitar expressões no CSS

As expressões de CSS são suportadas apenas pelo Internet Explorer e devem ser evitadas por que são executadas toda vez que um evento acontece no site ( toda vez que o mouse mexe, ou damos um click por exemplo) , podendo acarretar em lentidão no computador do usuário. A regra é só usar expressões em casos em que já se tentou de tudo e não se obteve sucesso. Para quem não sabe o que são expressões de CSS ai vai um exemplo de linha de código para uma expressão desse tipo, pesadíssima por sinal:

background-color: expression( (new Date()).getHours()%2 ? "#B8D4FF" : "#F08A00" );

Regra número 8: Colocar Javascript e CSS em arquivos externos

Quanto maior os arquivos de Javascript e CSS e quanto maior a quantidade de páginas usando o mesmo conteúdo dos arquivos mais importante é essa regra. O que acontece é que esses arquivos externos são guardados em cache quando possuem data de expiração futura ( regra 3 ) e quando um usuário visita mais de uma página de seu site acaba tendo acesso muito mais rápidos às páginas por possuir os arquivos em cache.

Regra número 9: Reduzir o número pesquisas em DNS

Essa regra vai um pouco contra a regra número dois mas a idéia é não ter um número muito grande de nomes de domínios numa mesma página de um site. Como a requisição a um servidor DNS para saber qual o IP associado a aquele nome demanda um certo tempo isso pode comprometer o desempenho do site. O ideal então é ter entre 2 e 4 nomes de domínios diferentes no mesmo site. Se for menos vai contra a regra número 2 e se for mais vai contra esta regra.

Regra número 10: Comprimir os arquivos Javascript

Existem algoritmos opensource na internet que comprimem scripts Javascript. Eles são especialmente úteis para trechos de código fixos, onde se sabe que não ocorrerão alterações ( o código após a compressão fica difícil de compreender ) como por exemplo no caso de se usar uma biblioteca Javascript. Algumas já fornecem seus códigos comprimidos usando esse tipo de algoritmo. Os mais famosos e eficientes são o YUI-Compressor criado pela Yahoo! e o packer criado por Edwards Packer. Cada um tem sua vantagem, o da Yahoo! tem uma taxa de compressão muito boa e não usa nenhum tipo de script mirabolante para comprimir o arquivo, já o packer tem uma taxa de compressão excelente porém usa um script que faz uso da função eval do javascript (muito conhecida por ser pesada) para a compressão do arquivo e por isso pode comprometer o desempenho do site quando o arquivo comprimido está sendo interpretado pelo browser. Meu preferido, e acredito que de muita gente, é o YUI-Compressor, que além de não comprometer o desempenho do site ainda tem uma taxa de compressão muito boa e pode chegar até a ser melhor do que a do packer se em cima desse arquivo for usada a compressão GZIP, que foi apresentada na regra número 4. Mais informações sobre o benefício do YUI-Compressor com GZIP neste link.

Regra número 11: Evite redirecionamentos

Bom achei essa regra um pouco boba, afinal só se faz redirecionamento em sites quando é realmente necessário. Simplesmente evite-os.

Regra número 12: Remover scripts duplicados

Sem comentários.

Regra número 13: Configurar ETags

As ETags são etiquetas compostas por inode-tamanho-timestamp no caso do Apache 1.3 e 2.x e servem para identificar unicamente um arquivo e isso pode causar um pequeno delay se seus arquivos estiverem hospedados em diversos hosts diferentes. Para remover as ETags de seus arquivos você pode colocar as seguintes linhas em seu arquivo httpd.conf ou .htaccess:

Header unset ETag
FileETag None

Para mais informações sobre ETags visite este site.

Regra número 14: Fazer cache de Ajax

Quando uma aplicação tiver um arquivo Ajax com conteúdo estático o ideal seria usar a regra 3 nesses arquivos. Dependendo da quantidade de arquivos deste tipo seu site pode ficar bastante rápido e intuitivo.

Espero que tenham gostado pessoal, postem por favor! Próximo post estou pensando em adicionar mais uma funcionalidade a biblioteca ajax que já apresentei anteriormente.

Compactar com GZip e armazenar em Cache arquivos .js e .css (solução)

October 25th, 2007

Editado:

Pessoal, para a melhor solução para este tipo de problema vejam a regra número 4 deste post.
Se quizer entender mais sobre GZip continue lendo.

Fim da edição.

GZip é uma compactação feita pelo servidor web antes de enviar os arquivos para o browser, mas para que isso ocorra com sucesso deve-se mudar o cabeçalho dos arquivos para indicar que o arquivo aceita esse tipo de compactação, para que o servidor compacte este arquivo e quando esse arquivo chegar no browser, este descompacte-o, tornando-o um arquivo normal como todos os outros novamente.

A motivo de informação sobre os benefícios da compactação GZip darei um exemplo de uma biblioteca muito famosa, a JQuery, que tem em torno de 77kb em sua forma normal. Se for usado o compactador de javascript do Yahoo! ele passa a ter em torno de 46kb, e se for usada a compactação GZip em cima desse arquivo a biblioteca fica com incríveis 15kb!

Vinha a um tempo pensando em uma forma inteligente de compactar arquivos “.js” e “.css” usando GZip. Li vários artigos no Yahoo! e em fórums diversos e não encontrei nada falando a respeito, e quando falavam não era de forma clara, tanto é que só fui ver uma forma inteligente de se fazer isso a uns minutos atrás, quando achei algo a respeito no site do Joomla. É uma extensão que modifica o cabeçalho dos arquivos que são incluídos nas páginas desse sistema. Vendo a extensão eu pude ver o quão simples é modificar o cabeçalho de arquivos .css e .js de forma inteligente. Antes havia pensado em modificar a extensão dos arquivos para “.php” e fazer essas modificações (trabalho de corno), vi que funcionou mas não era viável em um projeto grande.

Bom, falei demais já. Vamos para o código da solução:

  /**
* @author Fábio Miranda Costa  
* Usado para compactar arquivos JS e CSS, acrescenta-os ao cache do browser
* e faz algumas melhorias adicionais. 
*/
$file = $_GET[”file”];
$ext = substr($file,strrpos($file, “.”)+1,strlen($file));
ob_start (”ob_gzhandler”);
if($ext==”js”) $ext=”javascript”;
header( “Content-type: text/”.$ext.”; charset: iso-8859-1“);//não se esqueça de mudar para o charset que você usa
header( “Content-Encoding: gzip,deflate”);
header( “Expires: “.gmdate(”D, d M Y H:i:s”, time() + (24 * 60 * 60)) . ” GMT”);//adiciona 1 dia ao tempo de expiração
header( “ETag: “);//a idéia é apagar o conteúdo da Etag, ver post http://www.meiocodigo.com/2007/12/21/melhorando-o-tempo-de-carregamento-de-um-site/
header( “Cache-Control: must-revalidate, proxy-revalidate” );
include($file);
ob_flush();

Fiz esse código o mais compacto possível, já que será usado em todos os includes de css e js do site.
Não vou explicar muito como funciona, apenas como usá-lo, que é o que importa.
Para usar é muito fácil, apenas crie um arquivos incluindo o código acima, no meu exemplo o arquivo é “file_inc.php”, e coloque no cabeçalho do seu site os includes de arquivos css e javascript seguindo os exemplos abaixo:

para javascript:

<script src="incs/file_inc.php?file=funcs.js" type="text/javascript"></script>

No atributo “src” coloque o caminho para o arquivo “file_inc.php” depois passe a variável “file” usando GET, ou seja adicione o texto “?file=” logo após o nome do arquivo, como pode-se ver no exemplo e depois coloque o endereço do arquivo “.js” que você quer incluir em seu site. Lembrando que esse endereço será sempre relativo ao arquivos file_inc.php, ou seja, se o “file_inc.php” estiver na pasta “inc/includer/” e o arquivo que você quer incluir está na pasta “inc/js/” o “src” do include ficará “inc/includer/file_inc.php?file=../js/funcs.js”.

para css:

<link href="incs/file_inc.php?file=styles.css" rel="stylesheet" type="text/css" />

Com o css é a mesma coisa, o que muda é apenas o óbvio, ou seja, a tag será “link” e o atributo usado passará a ser “href”.

Solução para update de “select” usando Ajax no IE

August 27th, 2007

Hoje, depois de um certo tempo sem postar, irei apresentar uma solução para o problema do update em tags “select” no IE, mas antes explicarei que problema é esse para quem não entendeu.
O Internet Explorer (IE) não aceita, por um bug, a inserção de nós “option” em um nó “select” usando a propriedade inneHTML do mesmo. Ao se tentar isso as opções do “select” simplesmente não aparecem, ficam todas brancas, é tosco!
por exemplo, se eu tentar executar o código abaixo as options não aparecerão no IE:

document.getElementById("id_de_um_select").innerHTML = "Opção 1";

Agora vou mostrar a solução para esse problema, ela é bem simples de entender e o método é bastante rápido e eficiente, eu mesmo que fiz depois de penar com esse bug e testar alguns métodos que encontrei por ai na net e ver que quando eles eram usados com uma lista muito grande de “options” o “select” demorava anos para ser atualizado. Nesse caso não o método funciona mais ou menos na mesma velocidade para lista de tamanhos diferentes. Eis o método, e logo abaixo a explicação do mesmo:


/**
 * Método usado para jogar conteúdo no innnerHTML de selects.
 * @param {Object} selectObj - o Select que receberá o texto.
 * @param {Object} texto -  o texto que será incorporado no objeto select.
 */
function updateSelect(selectObj,texto){
	var tempDiv = document.createElement("div");
	var attString = "";
	var att = selectObj.attributes;
	for(var i = 0 ; i < att.length ; i++)
		if(att[i].nodeValue != "" && att[i].nodeValue != null )//o IE diz que nó tem todos os atributos possíveis com valor null ou "" então temos que filtrar esses valores
			tempDiv.innerHTML = "<select "+attString+">"+texto+"</select>";
	var newSelect = tempDiv.firstChild;
	selectObj.parentNode.replaceChild(newSelect,selectObj);
	selectObj = null;tempDiv = null;
	return newSelect;
}

Como podemos ver essa função tem dois parâmetros, “selectObj” e “texto”. selectObj é o objeto select que receberá a string “texto” em seu “innerHTML”.
Bom vou pular as partes bestas…
No único “for” dessa função o que estou fazendo é jogando todos os atributos do nó “select” numa string para futuramente colocar no innerHTML de uma div temporário que é criada. Dentro da tag “select” eu coloco o parâmetro “texto” e jogo eles no innerHTML da div temporária, depois crio um select temporário que recebe o primeiro nó da div temporária (no caso é o nosso select) e substituo o select anterior por este novo.
Simples não?

Vou anexar a este post a biblioteca “max”, que foi apresentada anteriormente em outro post, já com esse novo método sendo usado automaticamente ao se tentar fazer um update em um nó “select”.
Em breve estarei postando mais um método para a biblioteca “max” que vai torná-la capaz de ser usada com o method “post”, normalmente usado em formulários.
Qualquer dúvida em como usar a biblioteca por favor me avisem! e seu comentário é muito importante!!! :D

Arquivos:

Flash cobrindo conteúdo (solução)

June 20th, 2007

Um problema muito comum para quem usa flash combinado com html e css, apenas para destacar alguns detalhes, é o fato de o flash cobrir o conteúdo da página por padrão. Eu particularmente enfrentei este problema várias vezes ao tentar colocar um menu drop-down que ao ser visualizado deveria cobrir o flash. Mas o menu ficava sempre escondido atrás do flash.

Para solucionar o caso eu utilizei os seguintes conceitos:

  • A propriedade z-index do CSS;
  • posicionamento do CSS;
  • As tags object e embed;
  • e o atributo wmode do vídeo.

O z-index pelo que eu tenho percerbido e lido em diversos lugares só funciona em elementos html que estejam “posicionados”, ou seja, tenham o atributo position com o valor absolute, relative ou fixed.

Portanto, colocaremos o video flash dentro de uma div e aplicaremos o seguinte css a ela:

div#flash_div{
position: relative;
z-index: 0;
}

E devemos fazer o mesmo para os objetos que queremos que sobreponham o flash.

Como existem muitas divergências na renderização entre os browsers, é necessário fazer duas chamadas ao vídeo: uma por meio da tag object(a qual é aceita pelo Internet Explorer) e por meio da tag embed(aceita pelo firefox). Ambas as tags terão os mesmos atributos. E dentre eles deve-se setar o wmode do object e do embed para transparent:


<object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0" width="214" height="229" id="monitor" align="">
<param name="movie" value="images/monitor.swf">
<param name="quality" value="high">
<param name=”wmode” value=”transparent”>
<embed wmode=”transparent” src=”images/monitor.swf” quality=”high” bgcolor=”#FFFFFF” width=”214″ height=”229″ name=”monitor” align=”" type=”application/x-shockwave-flash” pluginspage=”http://www.macromedia.com/go/getflashplayer”></embed>
</object>

Eu resolvi meu problema assim. Com apenas uma ressalva: essa solução não funciona para usuário do Linux, e não tenho conhecimento de nenhuma outra solução. Espero ter ajudado.

Operaçoes matemáticas com datas em PHP

June 12th, 2007

Hoje eu vou falar de um problema que eu vejo muito nos fórums de comunidades de programadores PHP iniciantes. As lendárias operações sobre datas.

Vou listar as funções mais significativas para o nosso problema:

Com estas três funções acima já é possível converter datas de um formato para outro facilmente.

Para exemplificar, eu irei criar um script que, baseado na minha data de nascimento(11/08/1986), converta-a para um formato usado em SGBDs (aaaa-mm-dd). Depois o script irá retornar a minha idade em dias, meses e anos.

Vamos primeiro aprender a converter data do formato mais amigável ao ser humano(dd/mm/aaaa) para o formato utilizado pela maioria dos SGBDs (aaaa-mm-dd). Para isso vamos usar o método explode, para separar os valores de dias, meses e anos, supondo que temos uma string no formato dd/mm/aaaa:

$data = "11/08/1986"; //minha data de nascimento
$vetor = explode(”/”,$data);
$dias = $vetor[0];
$meses = $vetor[1];
$anos = $vetor[2];
$data_formatada = $anos.”-”.$meses.’-’.$dias;

No código acima, foi gerado uma string de data no formato aceito pelos campos DATE dos SGBDs.

Para realizar operações entre datas, e desta forma, encontrarmos a diferença entre o dia de hoje e meu nascimento, usaremos o método mktime e o método date, aplicados aos valores de $dias, $meses e $anos obtidos no código acima. E o método date, para obter a data atual.

$dias_atuais = date("d");
$meses_atuais = date("m");
$anos_atuais = date("Y");
$diferenca_segundos = mktime(0,0,0,$meses_atuais - $meses,$dias_atuais-$dias,$anos_atuais-$anos);
$diferenca_minutos = $diferenca_segundos/60;
$diferenca_horas = $diferenca_minutos/60;

Pronto, com o código acima eu encontrei a minha idade em segundo, em minutos e em horas. Com essa mesma lógica é possível encontrar em dias e semanas. Meses e anos é um pouco mais complicado pois necessita de verificar quais meses tem 28, 30 ou 31 dias, e que anos são ou não bissextos.

Vamos deixar este detalhe para um próximo post.

Espero que tenha ajudado.

Evitar Mail Injection em PHP

May 26th, 2007

Bom pessoal, eu vou falar sobre um assunto que não é muito discutido e que muitos programadores até ignoram. O Mail Injection, que é uma forma de burlar um sistema de envio de e-mails em PHP, normalmente enviando spans a partir do servidor no qual o sistema esteja instalado. Isto pode denegrir a imagem de uma empresa, dentre outros problemas. Para saber mais, visite esta wiki que explica melhor.

Para começar vamos explicar o funcionamento da função mail(), a qual é nativa do php. Ela tem cinco parâmetros:

  • to > Endereço que irá receber o e-mail;
  • subject > Assunto da mensagem;
  • message > O corpo da mensagem;
  • additional_header > cabeçalhos adicionais(Com Cópia, Cópia Oculta, dentre outros cabeçalhos);
  • additional_parameters > usado para passar parametros para o programa que gerencia os e-mails.

Dentre estes campos, nós vamos nos preocupar com o to, o subject e o additional_header. Visto que os três são usados para incluir dados ao cabeçalho do e-mail.

Vamos a um exemplo, onde será mostrada a mensagem produzida pela execução da função mail:

mail('meiocodigo@gmail.com',$_GET['subject'],$_GET['message'],"From: ".$_GET['from']);

A função acima é largamente utilizada, visto que ele pega de um formulário o assunto, a mensagem e o remetente e envia por e-mail para um endereço fixo definido pelo progrador. Vamos supor que os valores de $_GET sejam como abaixo:

$_GET['subject'] = 'Post sobre Mail Injection';
$_GET['message'] = 'Pode tirar uma dúvida sobre o post sobre mail injection...';
$_GET['from'] = 'alguem@algumemail.com';

A mensagem produzida pela função supra-citada seria:

To: meiocodigo@gmail.com
Subject: Post sobre Mail Injection
From: alguem@algumemail.com

Pode tirar uma dúvida sobre o post sobre mail injection…
Note que o formato gerado é:

To: $to
Subject: $subject
$additional_headers

$message

Até aqui está tudo certo, nenhum problema com o nosso código. Mas imagine se alguem insere o seguinte valor para Subject: ‘Assunto%0ACc: outro@email.com%0ABcc: maisoutro@email.com’. Essa String tem o mesmo valor que:


Assunto
Cc: outro@email.com
Bcc: maisoutro@email.com

Colocando isso no texto criado pela função mail nós temos:


To: meiocodigo@gmail.com
Subject: Assunto
Cc: outro@email.com
Bcc: maisoutro@email.com
From: alguem@algumemail.com

Pode tirar uma dúvida sobre o post sobre mail injection…
Note que o arquivo gerado tem mais 2 itens no cabeçalho: um email para ser enviado como cópia; e outro como cópia oculta. É dessa forma que o formulário de e-mail é usado para fazer ataques de span. O detalhe é que o cabeçalho tem como separador a quebra de linha, ou seja, só é considerado um novo item do cabeçalho caso haja uma quebra de linha. Isso justifica o uso do %0A, que é o código hexadecimal da quebra de linha.

O que foi explicado acima se aplica a qualquer um dos três campos citados que fazem parte do cabeçalho.

Para resolver isso, eu criei uma função que checa se existem caracteres de quebra de linha nas strings de cabeçalho, retornando false, caso encontre:


function check_mail_injection($string){
if(strpos($string,'\n') !== false) return false;
if(strpos($string,'\r') !== false) return false;
if(strpos($string,'%') !== false) return false;
return true;
}

Quero dedicar os créditos dessa função ao meu amigo Edson Aníbal da Superintendência de Informática da UFRN, que foi quem fez o procedimento, eu apenas encapsulei em uma função.

Vamos entender a função, ela pega uma $string, e verifica a existência de um caractere ‘\n’, ‘\r’ ou ‘%’. Os dois primeiros representam quebra de linha. E o ‘%’ pode ser usado para representar o código hexadecimal da quebra de linha.

Só mais um detalhe, não é recomendável aplicar essa função ao corpo da mensagem, visto que a mesma pode conter quebras de linha.

Espero ter sido claro. Qualquer dúvida coloca nos comentários.

Biblioteca AJAX

May 23rd, 2007

Bem… Começarei os posts sobre AJAX com esse “esqueleto” de uma biblioteca, orientada a objeto, para aplicações em AJAX.
O código abaixo deve ser colocado em um arquivo “max_ajax.js” ou outro nome de sua escolha. Mas no final desse comentário eu anexei os 3 arquivos citados aqui neste post.

/**
 * @author Fábio Miranda Costa - www.meiocodigo.com
 * @version 0.26
 * Pequena biblioteca para uso geral em Ajax.
 * bugs conhecidos: Não conversa muito bem com tabelas.
 * Testado com IE 6 e firefox 2.
 * Qualquer dúvida mande e-mail para meiocodigo@gmail.com ou simplesmente comente.
 */

if(typeof window.max === "undefined") var max = new Object();

Esse inicio apenas verifica a existência do objeto max antes de criá-lo para ser possível acrescentar mais de uma das bibliotecas max.
Aos poucos eu irei postando outras bibliotecas que eu fiz para não ficar com muito conteúdo em um só post.

Métodos

Construtor

/**
 * Construtor da classe max.Ajax
 *
 * @param {String} url - a url do arquivo que receberá a chamada ajax
 * @param {Object} options - um objeto que conterá as possíveis opções, entre elas estão:
 * update (opcional) - um id de um nó DOM que receberá a resposta do servidor.
 * onComplete (opcional) - função que será executada logo após o servidor ter respondido ao pedido.
 *
 */
max.Ajax = function(url,options){

Este é o método construtor da classe max.Ajax. Como ele podemos inicializar as variáveis usadas internamente em um objeto desta classe.
Se você quizer aprender alguma coisa sobre Javascript e orientação a objeto vá para o site www.w3schools.com que é um site excelente para iniciantes, aprendi muita coisa lá no inicio.

Bem voltando ao código inicialmente temos a declaração do construtor como sendo uma função que faz as seguintes coisas:

this.xmlHttp = this.createXMLHttp();//criação do objeto que tratará da nossa requisição ao servidor

Cria um XMLHttpObject para fazer as requisições assincronamente ao servidor.

this.url = url;

Inicializa a variável url pertencente a classe com o primeiro valor passado por parâmetro na inicialização do objeto. Este valor deve ser a url para o arquivo que deve ser enviada a requisição Ajax.

this.update = options.update || null;//se não for definida um id para fazer o update, this.update = null, caso contrário this.update = options.update

Inicializa a variável update pertencente a classe com o valor de options.update se esta for declarada ou inicializa ela com null se não tiver sido declarada. Este valor deve ser o id de algum nó DOM no seu HTML, este nó receberá o conteúdo que foi retornado pelo arquivo que recebeu a requisição Ajax. (complicado? :S)

this.onComplete = options.onComplete || function(){};//se tiver sido definida uma função para ser executado ao final da requisição então this.onComplete = options.onComplete senão this.onComplete = null;
};

Inicializa a variável onComplete pertencente a classe com o valor de option.onComplete, que deve ser sempre uma função. A função que for passada por parâmetro nesse caso será executada logo após a requisição Ajax ser finalizada.

Requisição Ajax por GET

max.Ajax.prototype = Object({
	/**
	 * Método para enviar pedido get.
	 */
	get:
		function(){

Este é o método de envio de uma requisição Ajax usando GET.

var thisObj = this;//fazendo referência a este objeto

Inicializamos a variável thisObj com o valor “this”.
Você deve estar pensando: “que babaca… pra que isso?”. Calma eu vou explicar depois por que inicializei essa variável dessa forma.

this.xmlHttp.onreadystatechange = function(){thisObj.updateFunc();};//esta linha define qual será a função que será executada quando nosso objeto xmlHttp tiver seu estado modificado, no caso updateFunc()

Aqui nós definimos um método ( “updateFunc()” ) que será executado toda vez que o estado do nosso XMLHttpObject mudar. Existem no máximo 5 possíveis valores para o estado, dependendo do browser.

  • Estado 0 - A requisição assíncrona com o servidor não foi iniciada
  • Estado 1 - A requisição foi inicializada
  • Estado 2 - A requisição foi enviada
  • Estado 3 - A requisição está sendo processsada
  • Estado 4 - A requisição foi completada, com sucesso ou não.

Agora vem a explicação do por que inicializar a variável thisObj com “this”. Se eu tivesse feito essa mesma linha dessa forma:

this.xmlHttp.onreadystatechange = function(){this.updateFunc();};

vocês acham que funcionaria?
A resposta é não, por que o “this” neste caso está se referindo ao “this.xmlHttp” por estar dentro de seu escopo, por isso eu fiz uma atribuição ao max.Ajax (var thisObj = this;) e usei ele dentro do escopo do “this.xmlHttp”.

this.url += (this.url.indexOf("?") === -1)?"?":"&";
this.url += "ridwes="+Math.random();//adicionando uma variável randomica ao nosso get para que resolva um problema de cache que acredito que só aconteça no IE, chamei de ridwes por que acredito que ninguem teria uma variavel com esse nome, mas se for o caso...modifique hehe

Essas duas linhas acrescentam uma variável “ridwes” à nossa requisição. Esse nome eu escolhi arbitrariamente achando que ninguem escolheria tal nome para uma variável mas se você tiver escolhido então modifique o nome de sua variável ou modifique o código.
O objetivo de adicionar essa variável com valor randômico é de evitar problemas de cache que acontecem freqüentemente no IE.

this.xmlHttp.open("get",this.url,true);//define que o método usado para a nossa requisição será o 'get', a url do arquivo que receberá a requisição e o true indica que a chamada será assincrona.

Aqui temos, como o nome diz, a abertura de uma conexão com o servidor. O primeiro parâmetro da função open é o método utilizado para a comunicação (”get” ou “post”), o segundo é a url para o arquivo que receberá a chamada do browser, podem ser incluidas variáveis juntamente com ela, e o terceiro é um valor booleano que indica se a chamada será assíncrona (true) ou síncrona (false).

this.xmlHttp.send(null);//finalmente envia nosso pedido
},

E finalmente enviamos a chamada ao servidor, passando null como parametro. Veremos futuramente que se tivessemos usando o método “post” as variáveis seriam passadas por parâmetro ao invez do null.

Update nó DOM

	/**
	 * Método executado toda vez que o xmlHttp mudar de estado.
	 */
	updateFunc:
		function(){

Esta função, como já foi visto neste mesmo post, é executada no evento “readystatechange” do nosso objeto xmlHttp.

if (this.xmlHttp.readyState==4 || this.xmlHttp.readyState=="complete"){//verifica se o estado do xmlHttp é de completo, ou seja se a resposta do servidor já está "em mãos"
	if (this.xmlHttp.status == 200){//verifica se o estatus do objeto é de sucesso, caso contrario o ideal seria mostrar um erro, mostrarei isso no futuro
		if (this.update){
			document.getElementById(this.update).innerHTML = this.xmlHttp.responseText;//joga o texto de resposta do servidor dentro do nó DOM especificado na opção update, se ela existir
		}
		this.onComplete(this.xmlHttp.responseText,this.xmlHttp.responseXML);//executa a função ao final da chamada ajax, também chamada de callback
	}
}
},

Resolvi comentar todas essas linhas juntas porque são muitos “ifs”, um dentro do outro, pode acabar confundindo alguem.
A primeira linha é uma condição que verifica se a propriedade “readyState” do objeto xmlHttp está em seu estado final, ou seja, que a requisição ao servidor já retornou.
A segunda linha verifica se a propriedade estatus, do mesmo objeto xmlHttp, indica sucesso (o número 200 quer dizer que o servidor não retornou nenhuma mensagem de erro, no futuro veremos outros números e o que cada um deles representa).
A terceira linha verifica se foi passado por parâmetro algum id ao se criar um objeto max.Ajax, se tiver passado, na quarta linha o nó DOM com esse id receberá o responseText, ou seja, o texto de resposta do arquivo que chamamos em nossa requisição Ajax.
E finalmente na sexta linha temos a execução do método que foi passado por parâmetro no onComplete.
Se você não estiver entendendo muito bem veja o exemplo logo no final desse post que irá esclarecer melhor como essa biblioteca funciona.

Criação de objeto XMLHttp

	/**
	 * Copiado na cara de pau, peguei de um artigo no Wrox.
	 * Método usado para a criação do objeto XMLHttp, peça chave para o ajax.
	 * Não explicarei em detalhes.
	 */
	createXMLHttp:
		function(){
			if(typeof XMLHttpRequest != "undefined")//entra em todos os navegadores menos o IE
		        return new XMLHttpRequest();
			else if (window.ActiveXObject) {//no caso do IE
		      var aVersions = [ "MSXML2.XMLHttp.5.0","MSXML2.XMLHttp.4.0","MSXML2.XMLHttp.3.0","MSXML2.XMLHttp","Microsoft.XMLHttp"];
		      //por cima, o que ela faz é verificar qual a versão mais recente do xmlHttp Object suportada pelo navegador e retorna o objeto
			  for (var i = 0; i < aVersions.length; i++) {
		        try{
		            var oXmlHttp = new ActiveXObject(aVersions[i]);
		            return oXmlHttp;
		        }catch (oError){}
		      }
		    }
			throw new Error("Objeto XMLHttp não pode ser criado.");
		}
});

Não falarei dessa função em detalhes, apenas coloquei alguns comentários aí no código. Mas basicamente essa função cria o objeto xmlHttp.

O código já está com comentários nas linhas mais importantes.
Criei um arquivo para testar a biblioteca com todas as opções possíveis.
Você pode copiar este texto em um arquivo HTML qualquer ou simplesmente baixar os arquivos anexados ao post.

<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.1//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml11/DTD/xhtml11.dtd">
<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8" />
<title>Untitled Document</title>
<script type="text/javascript" src="max_ajax_ref_blog.js" ></script>
<script type="text/javascript">
function testeAjax(thisObj){

var url = "teste.php";//criando uma string cujo valor corresponde à url do arquivo que receberá a requisição Ajax
url += "?valor_teste="+thisObj.innerHTML;//adicionando a variável "valor_teste" à url

var maxAjaxObj = new max.Ajax(url,{update:"teste",onComplete:
function(texto,xml){
alert("O innerHTML é:"+texto);
}
});//aqui estamos criando um objeto max.Ajax passando ao construtor como parâmetros uma url e um objeto com uma propriedade "update"
//cujo valor é o id "teste" indicando que o nó com id="teste" receberá o texto de resposta do servidor, depois temos o onComplete
//que é uma função e será executada logo após a resposta com sucesso do servidor
maxAjaxObj.get();//execução do método get para a nossa chamada Ajax.
}
window.onload = function(){//as função que estão dentro desse escopo só são executadas após todo o carregamento do site
document.getElementById("link_teste").onclick = function(){
		testeAjax(this);
		return false;
	};//aqui nós estamos dizendo que o nó com id="link_teste" escutará esta função no evento "onclick"
}

</script>
</head>

<body>
<a id="link_teste" href="#">Texto para testar :D</a>
<div id="teste"></div>
</body>
</html>

O que esse código faz é enviar um pedido para o arquivo “teste.php” passando por get as variáveis ridwes com valor randomico (explicado no código) e a variável valor_teste que terá como valor a string “Texto para testar :D”.

meu arquivo teste.php ficou:

<?php
echo $_GET["valor_teste"];
?>

ou seja a resposta do servidor será exatamente o valor da variável “valor_teste” que é “Texto para testar :D”.

Traduzindo tudo, quando clicamos no link a requisição ao servidor é enviada quando o browser recebe a resposta da requisição um alerta é mostrado com o texto: “O innerHTML é: Texto para testar :D” e a div de id “teste” receberá também o mesmo texto de reposta do servidor (”Texto para testar :D”) por que eu coloquei como uma de minhas opções update:”teste”.

Espero ter sido claro =/

Qualquer dúvida comente por favor!! :D

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